A Irmandade do Anel

 


Sinopse: A primeira parte da aventura épica de O Senhor dos Anéis. Numa aldeia adormecida do Shire, um jovem hobbit é incumbido de uma gigantesca tarefa. Terá de fazer uma viagem recheada de perigos ao longo da Terra Média, até às Fendas da Condenação, para aí destruir o Anel de Poder Soberano, o único gesto capaz de impedir que o domínio maligno do Senhor das Trevas prevaleça.
Assim começa a narrativa clássica de J.R.R Tolkien, que continua em As Duas Torres e em O Regresso do Rei.

Desde pequena que me lembro de ver os filmes do Senhor dos Anéis, aliás sempre tive em casa os 3 filmes em VHS, mas como leitora tinha muita curiosidade em saber se os filmes estavam minimamente fiéis aos livros por isso comprei os livros e no final de cada um voltava a ver o filme e tirava a minha opinião. Todos nós leitores trememos de medo quando as nossas leituras favoritas são adaptadas e eu acredito que não seja fácil adaptar livros com muitos detalhes ao grande e pequeno ecrã, mas pasmem-se quando digo que o livro está muito bem adaptado, já vi coisas piores.
Tolkien era um gênio, tinha uma mente extremamente genial e era muitas vezes incompreendido como muitos dos gênios o são, ele conseguiu criar um mundo recheado de pessoas diferentes, desde feiticeiros, homens, hobbits, elfos, anões e outras espécies, criou também uma linguagem própria, o élfico e não nos podemos esquecer que uma das obras dele O Silmarillion foi escrito nas trincheiras durante a 1.ª Guerra Mundial. 
Vou ser sincera, não vou falar nada sobre a história em si deste primeiro livro (nos seguintes falarei) porque sinto que devia falar mais do próprio escritor e do que esta leitura foi para mim. 
Foi uma leitura de conforto, foi como voltar a casa, rever personagens queridas e outras nem tanto, mas foi essencialmente voltar a acreditar no poder da humanidade e na bondade, para mim Frodo e Sam representam a bondade e ingenuidade que muitas vezes associamos às crianças. Foi também voltar a acreditar na magia, eu sou da opinião que quando deixamos de nos deslumbrar com coisas mágicas deixamos de lado uma parte essencial de nós a parte infantil que todos temos, a parte que acredita e fica deslumbrada com um truque de magia ou até com o Natal que é uma altura mágica. Nos tempos que correm não podemos deixar morrer essa parte de nós temos sempre que manter a esperança e a magia dentro de nós. 

"Nem tudo o que é ouro reluz, Nem todos os que vagueiam estão perdidos."
    

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